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Documentos para empréstimo: o que podem pedir — e o que nunca entregue

Saber o que é normal pedirem é a melhor vacina contra o que não é. Duas listas: a dos documentos legítimos e a vermelha — do que nunca se entrega a ninguém.

Por Equipe Editorial do Crédito por PertoAtualizado em Publicado em
Informações verificadas em 06/08/2026

Este guia tem duas listas com pesos opostos. A primeira é burocrática: o que instituições legítimas costumam pedir e por quê. A segunda é a que protege seu dinheiro. É a lista do que nenhuma instituição séria pede. Se algo dela aparecer na conversa, encerre a negociação na hora.

Lista 1 — O que é normal pedirem

DocumentoO que comprovaObservação
Documento de identidade com foto (RG, CNH)Quem você éEm canais digitais, com selfie/biometria
CPFSua identificação fiscalGeralmente já consta no documento de identidade
Comprovante de residência recenteOnde localizá-loConta de luz, água ou telefone, em geral dos últimos meses
Comprovante de rendaCapacidade de pagarHolerite (CLT), extratos/IR/DECORE (autônomos), DASN e notas (MEI)
Documentos do bemValor e titularidade da garantiaApenas em operações com garantia: matrícula do imóvel, documento do veículo

Duas observações que evitam sustos:

  • Cada instituição define sua lista. Algumas dispensam papel usando dados que você autoriza compartilhar via open finance. Outras pedem mais em valores altos;
  • Pedir documento é normal; o canal importa. Enviar RG pelo site oficial da instituição é rotina. Enviar pelo WhatsApp para um "consultor" que te abordou é entregar sua identidade a um desconhecido.

Lista 2 — A lista vermelha: nunca entregue

  • Senhas. De banco, do app, do cartão. Nenhum funcionário legítimo pede senha. Nunca, por nenhum canal;
  • Códigos recebidos por SMS ou token. São a chave da sua conta. Quem pede o código quer entrar nela;
  • Cartão físico. "Motoboy do banco" que busca o cartão é golpe clássico. Mesmo que a ligação anterior pareça oficial;
  • Transferência ou depósito "para liberar". É a assinatura do golpe, com qualquer nome que derem à cobrança;
  • Assinatura em documento em branco ou contrato "para preencher depois";
  • Procuração para que "resolvam tudo por você". Ela entrega o controle da operação a um terceiro.

A lógica que une a lista é simples. Documento comprova; senha, código e dinheiro movimentam. Análise de crédito precisa de comprovação. Nunca de acesso à sua conta.

As duas listas lado a lado, para salvar:

Verde: o que é normal pedirem. Vermelha: o que nunca se entrega — a ninguém, por nenhum canal.

Como enviar documentos com segurança

  1. Confirme a instituição antes de enviar qualquer coisa. Faça a consulta ao Banco Central e use o canal oficial que você mesmo localizou;
  2. Prefira o app ou site oficial, digitado por você, a anexos por mensageiro;
  3. Desconfie da pressa. "Manda agora que a condição expira" é técnica de golpe, não de banco;
  4. Depois de contratar, confira no Registrato se a operação registrada corresponde ao combinado. O passo a passo da análise que usa esses documentos está em como funciona a análise de crédito.

Perguntas frequentes

Posso mandar foto do RG com marca d'água?

Pode, e ajuda. Escreva sobre a imagem algo como "uso exclusivo para proposta na instituição X, em DD/MM/AAAA". Isso dificulta a reutilização do documento em fraudes. E não impede a análise.

A instituição pode recusar meu comprovante de renda?

Pode, se a política dela exigir outro formato. Nesse caso, pergunte exatamente qual documento atende. E avalie instituições cuja análise combine melhor com o seu perfil de comprovação.

Pedem meus dados e depois somem. Devo me preocupar?

Sim. Dados enviados a canais não oficiais podem alimentar fraudes futuras, como contratos em seu nome. Monitore o CPF nos birôs e no Registrato. Em caso de contrato que você não fez, siga o roteiro do guia de golpes.

Fontes consultadas

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