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Crédito por Perto

Juros e CET

O que é CET: o número que revela o custo real do empréstimo

A taxa de juros é só um pedaço da conta. O Custo Efetivo Total é o número que as instituições são obrigadas a mostrar — e o único que permite comparar propostas de verdade.

Por Equipe Editorial do Crédito por PertoAtualizado em Publicado em
Informações verificadas em 06/08/2026

Imagine duas propostas para o mesmo empréstimo. Ambas anunciam 2,5% ao mês. Na primeira, você paga apenas os juros. Na segunda, entram também uma tarifa de cadastro e um seguro embutido, somados ao valor financiado. As parcelas da segunda ficam maiores, com a "mesma taxa". Quem compara só o juro escolhe no escuro. O número que ilumina essa diferença é o CET, Custo Efetivo Total.

O que entra no CET (e não aparece no anúncio)

  • Juros da operação: o componente principal.
  • IOF: imposto federal sobre operações de crédito. Tem duas alíquotas, uma delas com teto — a mecânica está em IOF no empréstimo.
  • Tarifas: cadastro, avaliação de garantia, registro.
  • Seguros: como o prestamista, quando contratado junto.
  • Outros encargos cobrados na operação.

É por isso que o CET é sempre maior ou igual à taxa de juros. Diferença grande entre os dois é sinal de que a proposta carrega custos além dos juros. E é exatamente aí que vale perguntar, item por item, o que está sendo cobrado.

Os cinco componentes do CET: por isso taxa menor nem sempre significa custo menor.

Como usar o CET na prática

  1. Peça o CET das propostas por escrito. É obrigação da instituição informar antes de você assinar. O número está no documento descritivo da operação;
  2. Compare CET com CET no mesmo prazo. Prazos diferentes distorcem a comparação. Se necessário, peça simulações no mesmo número de parcelas. Já sabe o CET de duas propostas? Veja a diferença lado a lado no comparador de propostas;
  3. Olhe também o valor total a pagar. O CET é uma taxa. O total em reais torna o custo palpável;
  4. Questione seguros e serviços embutidos. A contratação de seguro não pode ser condição obrigatória para o crédito. Essa é a venda casada, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 39). Se não quiser o seguro, peça a simulação sem ele — o guia do seguro prestamista mostra como decidir e como reclamar.

Quem criou a regra do CET foi o próprio Banco Central. E ele explica o conceito em vídeo, na série educativa oficial:

Vídeo do canal Banco Central do Brasil: BC te Explica: entenda o que é CET (Custo Efetivo Total)

Perguntas que o CET responde melhor que a taxa

PerguntaTaxa de juros responde?CET responde?
Quanto custa o dinheiro emprestado?Em parteSim
Há custos embutidos na operação?NãoSim
Qual proposta é mais barata no mesmo prazo?Nem sempreSim
Quanto pagarei em reais no total?NãoJunto com o total a pagar, sim

Limites do CET

O CET compara custos contratados. Ele não prevê atrasos: juros de mora e multa ficam fora. Também não prevê antecipações de pagamento, que reduzem juros por direito seu — o guia da quitação antecipada mostra como pedir esse desconto. E só faz sentido comparar CETs de operações equivalentes. Um consignado e um cartão de crédito têm estruturas tão diferentes que a decisão envolve mais fatores que a taxa. Para o método completo, veja como comparar propostas de crédito. Para a mecânica dos juros por trás do CET, veja como calcular juros de empréstimo.

Perguntas frequentes

A instituição pode se recusar a informar o CET?

Não. A regulamentação obriga a informação prévia do CET nas operações de crédito a pessoas físicas. Recusa em informar é sinal para procurar outra instituição. Também é motivo de reclamação nos canais oficiais, como o consumidor.gov.br.

CET menor sempre significa proposta melhor?

Entre propostas equivalentes (mesmo valor, mesmo prazo, mesma modalidade), sim: o CET menor indica custo menor. Se prazo ou modalidade mudam, use o CET junto com o valor total a pagar e as condições contratuais.

O CET vale para financiamentos e cartão também?

Sim, o conceito se aplica às operações de crédito em geral. Isso inclui financiamentos e modalidades novas como o Pix parcelado. O princípio é sempre o mesmo: custo completo, não só juros.

Fontes consultadas

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